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Nossa hiperconectividade não se limita à propaganda, porque as conexões jamais terão um limite. Pelo contrário, elas se expandem a cada instante. A DOJO te convida a conhecer esse campo imenso de conexões e te desafia a tentar sair dele depois.
Mamba mentality

O ser humano se vai. Sua história e legado ficam.

Por Lucas Munhoz

O ser humano se vai. Sua história e legado ficam.

A prova cabal de que Kobe Bryant é eterno são seus ensinamentos, que ultrapassam os limites de uma simples quadra de basquete. E eles estão aí, mais vivos do que nunca, para aplicarmos todos os dias em nossas vidas.

Muito se especula sobre a mente das pessoas que se destacam no meio em que atuam, seja ele qual for.

Quem nunca se perguntou como funcionava a mente de Steve Jobs em um dia comum de trabalho? O que pensava Freddie Mercury sentado em frente ao piano? Qual a motivação de Hawkings ao estudar buracos negros?

Uma coisa é certa: mentes únicas demandam processos únicos.

É nesse ponto que começam as eternas lições de Kobe Bryant. O ex-astro da NBA quis compartilhar com o mundo como sua mente funcionava. E quer saber? Antes mesmo de analisar o que Kobe dizia, já temos a primeira lição: dividir seus pensamentos não gera concorrência, e sim admiração e inspiração.

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Dentro das quadras, Kobe já era apelidado de Black Mamba, por conta do seu "instinto assassino" dentro das quadras, fazendo alusão à cobra africana mamba negra, uma das mais perigosas do mundo. Mas vamos lá. A ideia aqui é mostrar como um mindset bem definido pode ser utilizado em diversas frentes da vida. No caso de Kobe, ele aplicava ao basquete. No seu caso, pode ser na agência em que você trabalha, na sua empresa, projetos pessoais ou objetivos de vida. (Fique tranquilo, não vamos usar o termo COACH!).

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O primeiro fator, e talvez o mais crucial da Mamba Mentality, é a emoção. Ou melhor, jamais ser refém das suas emoções. Usá-las como combustível para se manter sempre ativo e sedento pelos seus objetivos e esquecê-las no momento de foco extremo. Por falar em foco, Kobe também nos ensinou que a grandeza é uma luta diária e não um objetivo, porque, se fosse um, você subentende que um dia chegará lá e não precisará mais lutar. Quem enxerga a grandeza nas batalhas diárias consegue sempre se superar. Dia após dia. Nas palavras do ex-jogador: "Atingir a grandeza é ser um eterno aluno".

Bryant não concordava com o significado que a sociedade dá à palavra "sacrifício". Ao invés de simplesmente concordar, ele nos propunha uma reflexão sobre o tema. Pare para pensar: "Se você enxerga TUDO como sacrifício, aquilo pelo qual você está sacrificando-se pode não ser o caminho certo. Quando se tem um objetivo definido e desejado, abrir mão de certas coisas não soa como sacrifício". Esses são só alguns aspectos macro do mindset que Kobe batizou de Mamba Mentality. É sobre basquete? Não. É sobre ser melhor que os outros? Também não. Mamba Mentality é sobre, antes de qualquer coisa, a sua batalha interna com você mesmo. Vencendo essa batalha, as conquista externas são meramente consequências da ótima relação de você com você mesmo.

"Grandeza não é um destino. É antes de tudo um processo. Um processo que você nunca realiza por inteiro, mas continua evoluindo todos os dias até o fim da sua vida". (Kobe Bryant)

A prova cabal de que Kobe Bryant é eterno são seus ensinamentos, que ultrapassam os limites de uma simples quadra de basquete. E eles estão aí, mais vivos do que nunca, para aplicarmos todos os dias em nossas vidas.

Bebês feios e bestas famintas

Toda ideia precisa ser protegida. Pedimos licença ao parafrasear Ed Catmull, cofundador e ex-presidente da Pixar, para mostrar a importância de uma política criativa e equilibrada com os objetivos de mercado.

Por Lucas Munhoz

Toda ideia precisa ser protegida.

Pedimos licença ao parafrasear Ed Catmull, cofundador e ex-presidente da Pixar, para mostrar a importância de uma política criativa e equilibrada com os objetivos de mercado.

Em seu livro, Creativity, Inc.: Overcoming the Unseen Forces That Stand in the Way of True Inspiration, Catmull expõe diversas crenças e filosofias que fizeram a Pixar ser referência em criatividade e craft. Porém uma delas brilhou nossos olhos pela sua simplicidade e, claro, realidade: o paralelo entre ideias e bebês feios.

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Calma, sabemos que pode parecer estranho, mas vamos explicar.

Toda ideia (inclusive as matadoras) nasce frágil, crua e duvidosa. Sim, um bebê feio que precisa ser protegido para se desenvolver. Seja por quem pensou na ideia, por quem acredita nela ou por quem simplesmente anseia entregar um bom trabalho.

Analisando este paralelo de Catmull, é plausível afirmar que proteger a ideia é infinitamente mais difícil do que pensá-la de fato. E isso se deve exclusivamente a um fator: proteger uma ideia requer trabalho em equipe e, no melhor dos mundos, uma política criativa da agência, do estúdio, da empresa, seja lá qual for o seu negócio. Você pode ter uma ideia por si só, mas muito dificilmente irá protegê-la sozinho(a). Sabemos que pode existir apego, porém, acredite, compartilhar o seu bebê feio é o primeiro passo para protegê-lo.

Ok, mas proteger do quê?

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É aí que entram as bestas famintas.

Todo bebê feio tem a ameaça de suas próprias bestas famintas. O mercado é uma delas. E o pior, uma daquelas que sempre precisará ser alimentada. O prazo tem que ser cumprido, o resultado garantido e o cliente satisfeito. Bestas famintas.

Não tem como fugir, se você expuser o seu bebê feio a todas essas ameaças criativas, ele nunca vai se desenvolver e morrerá antes de deixar de ser só um bebê feio. Mas pense bem, se você mantiver as bestas alimentadas, o seu bebê está seguro para crescer.

Imagine uma ideia brilhante, na qual você acredita piamente. A besta faminta do prazo curto tenta atacá-la. Neste caso, explicar a complexidade da execução e deixar claro o quanto compensa aumentar o prazo é proteger o seu bebê feio. Não deu para aumentar o prazo? Pensar em uma execução mais rápida e tão boa quanto a inicial é proteger o seu bebê feio. Não foi possível chegar à outra execução? Mande outra ideia que alimente a besta e continue desenvolvendo seu bebê feio em paralelo.

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Aqui, na DOJO, nós temos muito carinho por todos os nossos bebês feios. Porém também sabemos a importância das bestas famintas rotineiras. Alguns vão dizer: "Alimentar as bestas famintas é o que paga as contas". Pode até ser, mas sacrificar as suas ideias mais especiais nesse processo é um caminho concreto à mediocridade.

Alimente suas bestas.

Mantenha todas elas longe dos seus bebês, até o momento em que você vai olhar para eles e pensar: "Nossa, eles crescem tão rápido". Neste instante, sua ideia será maior que qualquer besta faminta, e você poderá proteger o seu próximo bebê feio.

Digital ou off-line?

Ninguém mais lê anúncio de revista. Ninguém mais ouve spot de rádio. Ninguém mais vê comercial de televisão. Pra vender, você precisa anunciar na internet. Quantos gurus do marketing digital você já ouviu falando isso?

Por João Quartucci

Ninguém mais lê anúncio de revista. Ninguém mais ouve spot de rádio. Ninguém mais vê comercial de televisão. Pra vender, você precisa anunciar na internet.

Quantos gurus do marketing digital você já ouviu falando isso? A promessa de lucro fácil e mensurável é extremamente sedutora. Pena que não é totalmente verdadeira.

Em um momento de tantas mudanças comportamentais, o que importa é entender que o meio não importa. Se você não souber contar uma boa história, ninguém vai prestar atenção no seu produto. Propaganda ruim vai continuar sendo ruim na revista, no rádio, na tv, no outdoor ou num post de Facebook. A boa notícia é que os princípios que definem uma boa história não mudaram. São os mesmos desde a Idade da Pedra. Nas pinturas rupestres, na literatura suméria, nas esculturas barrocas ou nos filmes de Hollywood, todo produto cultural de qualidade deve cumprir ao menos 2 dos 4 objetivos de uma boa narrativa: entreter pela história, impactar esteticamente, apresentar um novo universo e despertar uma reflexão sobre a vida.

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Entreter pela história. Antes de tudo, é importante definir um pressuposto básico: uma história interessante pra mim pode não ser pra você. Logo, não existem unanimidades nem fórmulas mágicas. Mas existem duas habilidades que são indispensáveis a qualquer bom contador de histórias: a de manipular a curiosidade e a de criar expectativa. Para envolver o público, é preciso saber exatamente como criar tensões e quando resolvê-las. Uma narrativa reta e previsível é totalmente desinteressante. Enquanto uma história que só se propõe a levantar dúvidas o tempo inteiro pode ser extremamente frustrante.

Impactar esteticamente. A sonoridade do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles; o sorriso da Monalisa, de Da Vinci; os efeitos especiais do primeiro Star Wars, de George Lucas; são todos produtos culturais que apresentaram inovações estéticas para a época e conseguiram se manter relevantes até os dias de hoje. Creditar a capacidade dessas obras de se perpetuarem no tempo apenas ao apelo visual seria leviano. Mas negar sua parcela de importância seria negligência. O conteúdo é fundamental, claro, mas quando embalado de uma maneira inovadora, ganha ainda mais força e potencial de reverberação.

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Apresentar um novo universo. A vida real é monótona e sem graça. Por isso, buscamos outras realidades nos filmes, nas músicas, nas peças de teatro. Toda história tem o poder de nos transportar para outras épocas e outra vidas. Quanto mais rico for o universo apresentado, maior o envolvimento do público. Esse ambiente pode ser real, como a Paris da década de 1920, retratada em Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, ou totalmente fictício, como o mundo criado por George R.R. Martin em Game Of Thrones.

Despertar uma reflexão sobre a vida. Apesar de vivermos realidades completamente diferentes ao redor do planeta, existem questões humanas com que todos se conectam. Quem vive o drama de um amor proibido se identifica instantaneamente com Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Quem vive a saudades de casa, encontra na Canção do exílio, de Gonçalves Dias, uma perfeita tradução dos seus sentimentos. Quem cresce se sentindo oprimido por uma sociedade gananciosa, encontra em Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, o interlocutor ideal. É a partir dessa identificação com grandes obras que as pessoas começam a refletir e a construir suas próprias ideias e concepções de mundo.

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A propaganda brasileira sempre foi especialista em contar boas histórias. O Primeiro Sutiã entretém, gera uma reflexão sobre um rito de passagem e também funcionaria perfeitamente em um post de Facebook. O Garoto Bombril impacta esteticamente com um personagem fora dos padrões, desperta uma reflexão ao colocar um homem pra falar sobre produtos de limpeza e também renderia ótimos stories. A Tartaruguinha da Brahma entretém, impacta esteticamente e, com certeza, seria um sucesso em realidade aumentada.

É por isso que aqui na DOJO a gente pensa primeiro na ideia, no storytelling, no gatilho que gera identificação com o consumidor. E só depois vem o formato. Pode ser digital, pode ser outdoor, pode ser filme de 30'', só não pode deixar de contar uma história.

McMindfullness

Já há alguns anos no mercado, o Mindfullness é vendido como uma fórmula mágica para diminuir o estresse, aumentar a concentração, controlar as emoções e, consequentemente, aumentar a produtividade. Oprah Winfrey, Lebron James e Warren Buffett são alguns dos adeptos da prática, que já movimenta mais de 1 bilhão de dólares ao redor do mundo.

Por João Quartucci

Já há alguns anos no mercado, o Mindfullness é vendido como uma fórmula mágica para diminuir o estresse, aumentar a concentração, controlar as emoções e, consequentemente, aumentar a produtividade. Oprah Winfrey, Lebron James e Warren Buffett são alguns dos adeptos da prática, que já movimenta mais de 1 bilhão de dólares ao redor do mundo. Mas, ao invés de aliviar as pressões do mundo corporativo, o Mindfullness pode acabar fortalecendo as raízes do problema. É isso que afirma o professor de gestão da San Francisco State University, Ronald Purser.

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Inspirada na meditação budista, a técnica foi dissociada da religião e testada cientificamente pelo biólogo americano Jon Kabat-Zinn. Quando ainda era estudante do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Zinn assistiu a uma palestra de um mestre zen que mudou sua vida. A partir daí, começou a praticar meditação e ficou impressionado com os resultados. Curioso sobre como a ciência poderia explicar tais efeitos, criou uma clínica experimental e começou a ensinar técnicas de meditação para pacientes com dores crônicas. Além de relatar níveis menores de dor, os pacientes conseguiram enfrentar a doença com um certo distanciamento. Com o tempo de prática, foram enxergando a dor como um estado passageiro, e não como parte indivisível das suas essências. O programa foi incorporado pela University of Massachusetts Medical School e ganhou o nome de Mindfulness-Based Stress Reduction Program ou apenas Mindfullness.

Em 2005, Sara Lazar, neurocientista e professora na Harvard Medical School, realizou testes de ressonância magnética com praticantes e não praticantes de meditação. Pela primeira vez, foram encontradas diferenças significativas na estrutura física do cérebro. Entre os praticantes, houve ganho de massa cinzenta no córtex pré-frontal, área responsável pela memória e tomada de decisões. Além disso, os voluntários acima de 50 anos do grupo pareciam ter metade da idade pelas suas imagens cerebrais.

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Em 2010, Lazar fez uma nova pesquisa, mas, dessa vez, só com pessoas que nunca tinham meditado. Durante 2 meses, uma parte dos voluntários seguiu sua rotina normalmente, e a outra participou de sessões de 40 minutos diários de técnicas de respiração. Depois de 8 semanas, o hipocampo de quem meditou também tinha crescido. A área é importante para o aprendizado, memória e regulação das emoções. A equipe também percebeu que uma parte no cérebro dos participantes estava menor: a amídala responsável pela reação de sobrevivência, o clássico instinto de “lutar ou fugir”. O resultado foi considerado positivo, já que o acionamento excessivo dessa região gera ansiedade e pode levar a ataques de pânico. O estudo concluiu que a meditação pode mudar o formato do cérebro do mesmo jeito que o exercício físico muda o formato dos músculos.

Mas então como o Mindfullness poderia fortalecer as raízes dos problemas relacionados ao estresse com tantas evidências científicas e cases de sucesso?

Segundo Purser, que também é professor de Zen Dharma e praticante do budismo desde 1981, a meditação é uma ferramenta do budismo para despertar o indivíduo do ego e da ganância. Não é sobre o "eu", pelo contrário, é uma forma de se libertar das fronteiras do "eu". No entanto, quando usado com o objetivo final de melhorar a produtividade e ajudar no crescimento profissional, o Mindfullness vai de encontro ao que a filosofia budista prega e acaba alimentando o ego e retroalimentando uma estrutura social, que é a verdadeira raiz dos problemas.

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Os ensinamentos de Buda tinham como objetivo acabar com o Dukkha: o sofrimento no sentido mais amplo. "Mas e o sofrimento causado pelas empresas que colocam seus funcionários sob extrema pressão por resultados?", questiona Purser. O Mindfullness, como é vendido hoje, não estimula esse tipo de reflexão. Pelo contrário, acaba se transformando na solução perfeita para as instituições se livrarem das responsabilidades, normalizando o estresse e transformando um problema estrutural em um problema individual que cada um precisa descobrir como resolver.

Descontextualizada do seu propósito maior, a técnica se transforma em um meio de dizer para as pessoas que elas precisam se adaptar às condições políticas, sociais e econômicas a que são impostas. Se não conseguem controlar suas emoções, deve existir algum problema interno, já que a lógica do lucro a qualquer custo nessas estruturas é imutável.

Nesse contexto, o Mindfullness é vendido como cura rápida e fácil para o estresse, uma espécie de fast-food espiritual: o McMindfullness.

Em um momento em que muitas empresas estão sendo forçadas a repensar seus modelos de trabalho, é importante levar em consideração o bem-estar dos funcionários. É por isso que aqui na DOJO acreditamos em um ambiente aberto e colaborativo. Não existem pressões individuais por resultados, e a responsabilidade de fazer a melhor entrega é dividida pelo time inteiro. Todo mundo tem voz, e toda crítica construtiva é bem-vinda. Não tem espaço pro ego. Não tem espaço pro "eu".

The Great Hack

"Os dados são o novo petróleo".

Você provavelmente já ouviu essa frase por aí. Geralmente creditada a Clive Humby, matemático londrino especialista em ciência dos dados, ela é repetida exaustivamente pela mídia e por grandes executivos.

Por João Quartucci

"Os dados são o novo petróleo".

Você provavelmente já ouviu essa frase por aí. Geralmente creditada a Clive Humby, matemático londrino especialista em ciência dos dados, ela é repetida exaustivamente pela mídia e por grandes executivos. Se você ainda não entendeu seu significado, o documentário The Great Hack, conteúdo original Netflix, pode ser um excelente ponto de partida.

A produção conta a história da Cambridge Analytica, uma espécie de full service agency, que teve papel decisivo na eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e na saída do Reino Unido da União Europeia. A empresa, até então pouco conhecida, ganhou os holofotes em 2018 depois que os jornais The New York Times e The Guardian revelaram um enorme escândalo de manipulação a partir de dados colhidos do Facebook.

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A companhia foi acusada de coletar de maneira ilegal as informações de mais de 80 milhões de usuários da plataforma.

Com esse arsenal em mão, foi possível mapear e manipular o comportamento dos eleitores, influenciando diretamente no processo democrático de diversos países e ajudando a alavancar um movimento de extrema direita ao redor do mundo. Por mais questionáveis que tenham sido essas práticas, é interessante observar como uma empresa conseguiu alcançar um nível de influência global por meio da manipulação de dados.

Pra começar, a Cambridge Analytica tinha uma base exclusiva e muito relevante. Com acesso privilegiado às mensagens enviadas pelos usuários no Messenger, a companhia foi capaz de entender profundamente a personalidade de cada indivíduo. Mais do que conhecer seus gostos e interesses pessoais, especialistas conseguiram decifrar o que despertava o gatilho emocional de cada eleitor. Seus medos, traumas e o quanto podiam ser influenciados. A estratégia era concentrar os investimentos em quem estava mais suscetível a mudar de opinião. Mas, ao invés de apresentar um projeto de governo dos seus candidatos, a empresa manipulava as pessoas pelas suas vulnerabilidades, transformando seus feeds de notícias em cenários apocalípticos, em que seus maiores medos viravam realidade. Os executivos sabiam que alguém amedrontado tem muito mais chances de tomar decisões extremistas.

Se um eleitor americano temesse perder seu emprego, por exemplo, ele seria bombardeado por conteúdos mostrando imigrantes invadindo o país em busca de trabalho. A máquina de propaganda da Cambridge Analytica garantiria que a sua página ficasse repleta de fake news e conteúdos ultranacionalista, induzindo-o a acreditar que a solução para o desemprego nos EUA incluía fechar as fronteiras a qualquer custo.

Por mais que os executivos da empresa soubessem que isso não era verdade, eles conheciam um princípio básico da propaganda: para transformar uma ideia em verdade, basta repeti-la inúmeras vezes. Para ajudá-los nesse processo, eles contaram ainda com os algoritmos das redes sociais. Plataformas como o Facebook e o Instagram são programadas para mostrar o maior número possível de conteúdos relevantes para os usuários, descartando aqueles que têm menos chances de serem curtidos.

O perigo é que, quase sem perceber, acabamos consumindo basicamente as informações que circulam na nossa bolha e isso vira a nossa realidade. Os fatos são descartados e só conseguimos perceber aquilo que está ao nosso alcance. Ao não enxergarmos uma realidade diferente, perdemos a empatia, a capacidade de escuta e, consequentemente, a habilidade de dialogar.

Um grande apaixonado por debates, o já falecido senador de Nova Iorque, Daniel Patrick Moynihan, tem uma frase que resume bem essa questão. Certa vez, um dos seus colegas, sentindo que estava perdendo a discussão, deixou escapar: "Bem, você pode até discordar de mim, Pat, mas tenho direito à minha própria opinião".

Sem perder tempo, Moynihan retrucou:

"Você tem direito à sua própria opinião, mas não tem direito aos seus próprios fatos".

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Durante centenas de anos, o petróleo foi o recurso mais valioso do planeta. Afinal, é o combustível responsável por construir grande parte da realidade ao nosso redor. Mas, em um mundo hyperconectado, a noção de realidade fica cada vez mais turva. Em pesquisa recente realizada pelas empresas de social media Hootsuite e We Are Social, descobrimos que o brasileiro passa em média 9 horas e 14 minutos conectado. Isso nos coloca em 3o lugar no ranking de países que passam mais tempo na internet. Nesse cenário, o mundo dentro das telas pode parecer mais real do que o mundo lá fora. E o responsável por construir esse novo universo não é mais o petróleo. São os dados.

Não cabe aqui um juízo de valor. Os dados não podem ser vistos exclusivamente como bons ou ruins. Tudo depende da forma como são usados. Mas fato é: eles não podem mais ser ignorados.

Aqui na DOJO, acreditamos no poder da tecnologia alinhado com propósito de marca para chegarmos a ideias desformatadas que gerem valor para todos os envolvidos no processo: agência, cliente e, principalmente, consumidor e sociedade civil.

Um novo horizonte de ideias

Desconhecer os seus limites pode ser o melhor estímulo para nunca tentar encontrá-los.

A DOJO é prova de que a liberdade não encurta distâncias; pelo contrário, ela amplia a nossa visão.

Por Adriano Paciello

Para nós, talento na criação não é dom, é treino, muito treino.

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E o exercício de novos olhares resultou na expansão da criatividade da agência, consolidando ainda mais o nosso trabalho. Em junho de 2019, a DOJO STORE foi criada. Uma loja com produtos variados e idealizados em conjunto por todos os membros da equipe. Entre os itens destacam-se pôsteres, pratos, porta-copos, canecas, moletons, camisetas e lenços.

Todos os produtos foram desenvolvidos com base em nossa capacidade de execução e cultura, dando novos contornos à nossa identidade em peças úteis e com a qualidade DOJO como seu principal diferencial.

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Como primeiro passo, presenteamos cada membro do time com 5 itens da loja e de uma maneira mais do que especial: os Black Belts puderam escolher seus presentes, que foram entregues pessoalmente a eles. Uma experiência semelhante a uma compra em e-commerce.

E a reação não poderia ter sido mais positiva, tornou-se hábito ver os produtos presentes no ambiente da empresa, vestindo nossa equipe ou pelas mesas da agência.

O passo seguinte foi realizar um approach com os nossos clientes, ultrapassando o discurso formal de relação entre as partes e os presenteando, usando a mesma experiência personalizada com a nossa equipe.

Hoje temos a certeza de que todos os envolvidos sabem e sentem a genuína importância que têm para a DOJO. Exemplo disso foi a SCARF ME, que ficou encarregada da produção dos lenços de nossa inédita coleção.

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Futura e provavelmente, desenvolveremos outras diversas linhas e não podemos descartar um plano de colocá-las à venda ao público, quando tivemos a certeza de que os produtos estejam no nível de qualidade que desperte nas pessoas o desejo de usá-los.

A DOJO acredita num mundo hiperconectado e trazer este conceito a todos os nossos projetos fortalece o maior desafio da criatividade, o de não se prender, o de nunca se limitar.

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